sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Opinião | O conto da ilha desconhecida - José Saramago

Olá! Hoje trago mais uma opinião de uma leitura que foi feita para o projeto Ler os nossos. Espero sinceramente ter a oportunidade de ler mais coisas deste autor em breve.

Título: O conto da ilha desconhecida
Autor: José Saramago
Edição/reimpressão: 1997
Páginas: 67
Sinopse: "Um homem vai ao rei e lhe pede um barco para viajar até uma ilha desconhecida. O rei pergunta como pode saber que esta ilha existe, já que é desconhecida. O homem argumenta que assim são todas as ilhas até que alguém desembarque nelas. Este pequeno conto de José Saramago pode ser lido como uma parábola do sonho realizado, como um canto de otimismo em que a vontade ou a obstinação fazem a fantasia ancorar em porto seguro."

Opinião: O meu primeiro contacto com este autor foi na Secundária quando me fizeram ler o Memorial do Convento que confesso ter lido muito por alto, porque sinceramente naquela altura não consegui apreciar devidamente o autor e a sua escrita, isso é um ponto assente. Mas sempre tive ciente na ideia de que um dia mais tarde iria querer reler este autor e conseguir gostar e não sei bem como este mês deu-me para pegar neste conto dele.
    Vi tanta gente a ler este conto para o projeto Ler os nossos que decidi também eu fazê-lo e gostei tanto, mais do que esperava.
    Um conto curtinho mas com uma mensagem enorme e com grandes lições de vida a reter. Neste conto temos a história de um homem que vai ao rei pedir um barco para poder viajar para a ilha desconhecida e a pergunta mais óbvia é como é que ele sabe da existência dessa ilha tida como desconhecida e a partir daí decorre a ação e um conjunto de momentos que fazem esta história belíssima.
     De todas as mensagens que este conto me passou a mais importante a reter é que nunca devemos deixar que ninguém nos diga o que fazer e no que acreditar e, que os sonhos existem para ser explorados e vividos à nossa maneira. Não desistir é e deve ser sempre uma das palavras chave da vida.

"Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar." 
Pág: 6
Classificação: 


Playlist:
Quem desse lado é fã de José Saramago?

sábado, 26 de novembro de 2016

Opinião | Cinzas e neve - Célia Correia Loureiro

Olá! As minhas leituras neste mês de Novembro estão muito escassas, tenho vários livros começados mas não me apetece pegar em nenhum, então numa tentativa de salvar um pouco a minha participação no projeto Ler os nossos decidi pegar num conto de uma autora portuguesa, uma vez que tenho dois livros da minha tbr para esse projeto a meio e sem vontade prevista para pegar neles.

Título: Cinzas e neve
Autora: Célia Correia Loureiro
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 24
Sinopse: “Tens razão, desprezava-me a mim por te amar e por te querer depois de tudo. Depois de te encantares pela prima que te apresentei, quando já sabias que te amava para além de tudo, depois de te casares com ela e depois de sermos todos testemunhas das relações uns dos outros, como se eu e tu fôssemos a única união, o único fio condutor das nossas vidas e, apesar de ligados a outras pessoas, fossem elas os actores secundários e não nós. Nunca entendi, palavra de honra que nunca entendi” dei voz às dúvidas que julguei nunca respondidas, “porque é que me perseguias pelos corredores da casa de férias e dizias que querias estar comigo, quando à frente de todos nem me olhavas e, quando olhaste, aconteceu aquilo. Porque é que fizeste isso? Sabias bem que eu não concebia a vida sem ti, que me autodestruiria e a todos, de boa vontade, ao primeiro sinal teu."
Download: Podem fazer download do conto aqui.

Opinião: Já há muito tempo que queria ler algo da autora, mas ainda não tive oportunidade de ler nenhum dos seus livros, contudo arrisquei-me a ler um dos seus contos e não é que fiquei mesmo fã?
    A escrita da Célia é qualquer coisa, adoro a forma como ela escreve e nos deixa agarrados à sua história e depois deste conto vou mesmo querer ler mais coisas dela.
    Este conto conta-nos a história do reencontro de dois eternos apaixonados, Cristina e Henrique, que infelizmente tinham tudo para dar certo, mas por vários motivos não deram e a relação dos dois acabou por ficar marcada por mágoa, rancor e algum ressentimento. Henrique retorna numa tentativa de resolver as coisas e dizer tudo aquilo que devia ter dito antes de partir a Cristina mas pode ser tarde de mais para resolver as coisas.
     Gostei mesmo desta história de amor, não fosse eu uma eterna romântica e aquele final surpreendeu-me mesmo. Não esperava que as coisas acabassem daquela forma, mas é a vida com tudo o que de bom e de mau que tem para nos dar.
      Não me importava nada de ler mais umas quantas páginas desta história de amor, mas achei que a escritora conseguiu reunir as ideias mais importantes nestas páginas e usar os ingredientes certos para manter o leitor agarrado até à última página.
"O mundo era para mim um lugar pior depois de ti."
Pág: 6

Classificação: 

Playlist: 


Quem é que já leu algum dos livros da autora?

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

FILME | Nerve (2016)

Olá! Este ano tem sido realmente fraco no que a filmes e séries diz respeito, mas durante este mês de Novembro consegui ir ao cinema como não ia há meses e começou a apetecer-me enroscar-me no sofá com uma manta a ver um filme, por isso tenho aproveitado quando estou a fazer o turno da manhã para ocupar assim as minhas tardes quando não tenho grande coisa para fazer e que bem que isso me tem sabido. Por isso, no Domingo passado optei por ver o filme NERVE, mesmo ainda não tendo lido o livro.

Título original: Nerve
Ano: 2016
Duração: 1h37m
Elenco: Emma RobertsDave FrancoEmily Meade, Miles Heizer, Machine Gun Kelly, Kimiko Glenn, Kimiko Glenn, Juliette Lewis, etc.
Género: Drama, suspense.
Sinopse: "A tímida Vee DeMarco (Emma Roberts) é uma garota comum, prestes a sair do ensino médio e sonhando em ir para a faculdade. Após uma discussão com sua até então amiga Sydney (Emily Meade), ela resolve provar que tem atitude e decide se inscrever no Nerve, um jogo online onde as pessoas precisam executar tarefas ordenadas pelos próprios participantes. O Nerve é dividido entre observadores e jogadores, sendo que os primeiros decidem as tarefas a serem realizadas e os demais as executam (ou não). Logo em seu primeiro desafio Vee conhece Ian (Dave Franco), um jogador de passado obscuro. Juntos, eles logo caem nas graças dos observadores, que passam a enviar cada vez mais tarefas para o casal em potencial."


Opinião: Este filme tem uma historia um pouco diferente, mas que facilmente conquista quem está a assistir.
Fala-nos de uma espécie de jogo de verdade ou consequência online em que cada jogador escolhe se quer ser de facto um jogador ou simplesmente observador, sendo que cada jogador tem que cumprir com os desafios que lhe são propostos e conseguir o máximo de visualizadores possível para poder chegar à ronda final e sair vencedor. Aliciado a isso, cada jogador recebe dinheiro por cada desafio completo com sucesso, o que só os leva a querer fazer cada vez mais desafios e elevar o nível de exigência e por vezes, de perigo dos mesmos.
       A história inicia-se quando Vee DeMarco (Emma Roberts) é incentivada pela sua melhor amiga, Sydney (Emily Meade) a entrar no jogo como observadora, para poder ajudar Syd a chegar ao top 3. Farta de ser constantemente referida como a mais tímida e contida do grupo, ela decide aderir ao jogo não como observadora, mas sim como jogadora com o intuito de mostrar que tem muito mais para dar e para se afirmar de alguma forma. Os observadores desde o começo que fazem de tudo para que ela forme uma espécie de casal com Ian (Dave Franco) que também é jogador e os desafios passam a ser feitos para os dois como se fossem uma espécie de dupla e isso parece funcionar na perfeição levando ambos ao top.
      Gostei bastante e acho que este filme se torna bem atual por tudo o que aborda e representa. Os perigos da internet e a forma como os adolescentes podem ser influenciados pelos colegas e amigos a embarcar em aventuras um tanto perigosas sem pensar muito bem nas consequências que também acabam por existir e, durante o filme também temos a representação real disso e gostei desse pormenor, porque optaram por tornar o filme ainda mais real por não nos mostrar apenas o lado bom daquilo tudo. Podiam ter optado por mostrar apenas o lado aliciante daquele jogo, mas acabaram por dar-nos um exemplo bem claro de algo que correu menos bem.
       O que menos gostei neste filme foi o facto da ação toda decorrer apenas no espaço de um dia e confesso que achei que era muita coisa para um dia só, achei que as coisas se tornavam mais convincentes se os desafios fossem divididos por dias, mas por outro lado achei que foi o facto de existir ação constante que me deixou tão pregada naquilo que estava a ver sempre à espera no momento seguinte.

    Acho que o filme funciona também como critica à nossa sociedade, a verdade é que as pessoas cada vez dependem mais da internet e optam por expôr toda a sua vida nas redes sociais e não pensam muito bem no que isso pode gerar um dia mais tarde, por isso aconselho muito este filme. Não digo que seja uma atitude geral exporem pormenores da vida pessoal nas redes sociais, mas o que é facto é que basta visitarmos alguns facebooks para constatarmos que isso realmente acontece mais do que seria desejável.
      E tenho a certeza de que vamos ter continuação, não sei é para quando, mas aquele final deixou-me com a certeza disso. Se entretanto for publicada a continuação em livro talvez opte por ler para ver o que mais há para acontecer com este jogo.
Classificação: 

Adaptação cinematográfica do livro:
Quem já viu o filme ou leu o livro?