sábado, 26 de novembro de 2016

Opinião | Cinzas e neve - Célia Correia Loureiro

Olá! As minhas leituras neste mês de Novembro estão muito escassas, tenho vários livros começados mas não me apetece pegar em nenhum, então numa tentativa de salvar um pouco a minha participação no projeto Ler os nossos decidi pegar num conto de uma autora portuguesa, uma vez que tenho dois livros da minha tbr para esse projeto a meio e sem vontade prevista para pegar neles.

Título: Cinzas e neve
Autora: Célia Correia Loureiro
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 24
Sinopse: “Tens razão, desprezava-me a mim por te amar e por te querer depois de tudo. Depois de te encantares pela prima que te apresentei, quando já sabias que te amava para além de tudo, depois de te casares com ela e depois de sermos todos testemunhas das relações uns dos outros, como se eu e tu fôssemos a única união, o único fio condutor das nossas vidas e, apesar de ligados a outras pessoas, fossem elas os actores secundários e não nós. Nunca entendi, palavra de honra que nunca entendi” dei voz às dúvidas que julguei nunca respondidas, “porque é que me perseguias pelos corredores da casa de férias e dizias que querias estar comigo, quando à frente de todos nem me olhavas e, quando olhaste, aconteceu aquilo. Porque é que fizeste isso? Sabias bem que eu não concebia a vida sem ti, que me autodestruiria e a todos, de boa vontade, ao primeiro sinal teu."
Download: Podem fazer download do conto aqui.

Opinião: Já há muito tempo que queria ler algo da autora, mas ainda não tive oportunidade de ler nenhum dos seus livros, contudo arrisquei-me a ler um dos seus contos e não é que fiquei mesmo fã?
    A escrita da Célia é qualquer coisa, adoro a forma como ela escreve e nos deixa agarrados à sua história e depois deste conto vou mesmo querer ler mais coisas dela.
    Este conto conta-nos a história do reencontro de dois eternos apaixonados, Cristina e Henrique, que infelizmente tinham tudo para dar certo, mas por vários motivos não deram e a relação dos dois acabou por ficar marcada por mágoa, rancor e algum ressentimento. Henrique retorna numa tentativa de resolver as coisas e dizer tudo aquilo que devia ter dito antes de partir a Cristina mas pode ser tarde de mais para resolver as coisas.
     Gostei mesmo desta história de amor, não fosse eu uma eterna romântica e aquele final surpreendeu-me mesmo. Não esperava que as coisas acabassem daquela forma, mas é a vida com tudo o que de bom e de mau que tem para nos dar.
      Não me importava nada de ler mais umas quantas páginas desta história de amor, mas achei que a escritora conseguiu reunir as ideias mais importantes nestas páginas e usar os ingredientes certos para manter o leitor agarrado até à última página.
"O mundo era para mim um lugar pior depois de ti."
Pág: 6

Classificação: 

Playlist: 


Quem é que já leu algum dos livros da autora?

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

FILME | Nerve (2016)

Olá! Este ano tem sido realmente fraco no que a filmes e séries diz respeito, mas durante este mês de Novembro consegui ir ao cinema como não ia há meses e começou a apetecer-me enroscar-me no sofá com uma manta a ver um filme, por isso tenho aproveitado quando estou a fazer o turno da manhã para ocupar assim as minhas tardes quando não tenho grande coisa para fazer e que bem que isso me tem sabido. Por isso, no Domingo passado optei por ver o filme NERVE, mesmo ainda não tendo lido o livro.

Título original: Nerve
Ano: 2016
Duração: 1h37m
Elenco: Emma RobertsDave FrancoEmily Meade, Miles Heizer, Machine Gun Kelly, Kimiko Glenn, Kimiko Glenn, Juliette Lewis, etc.
Género: Drama, suspense.
Sinopse: "A tímida Vee DeMarco (Emma Roberts) é uma garota comum, prestes a sair do ensino médio e sonhando em ir para a faculdade. Após uma discussão com sua até então amiga Sydney (Emily Meade), ela resolve provar que tem atitude e decide se inscrever no Nerve, um jogo online onde as pessoas precisam executar tarefas ordenadas pelos próprios participantes. O Nerve é dividido entre observadores e jogadores, sendo que os primeiros decidem as tarefas a serem realizadas e os demais as executam (ou não). Logo em seu primeiro desafio Vee conhece Ian (Dave Franco), um jogador de passado obscuro. Juntos, eles logo caem nas graças dos observadores, que passam a enviar cada vez mais tarefas para o casal em potencial."


Opinião: Este filme tem uma historia um pouco diferente, mas que facilmente conquista quem está a assistir.
Fala-nos de uma espécie de jogo de verdade ou consequência online em que cada jogador escolhe se quer ser de facto um jogador ou simplesmente observador, sendo que cada jogador tem que cumprir com os desafios que lhe são propostos e conseguir o máximo de visualizadores possível para poder chegar à ronda final e sair vencedor. Aliciado a isso, cada jogador recebe dinheiro por cada desafio completo com sucesso, o que só os leva a querer fazer cada vez mais desafios e elevar o nível de exigência e por vezes, de perigo dos mesmos.
       A história inicia-se quando Vee DeMarco (Emma Roberts) é incentivada pela sua melhor amiga, Sydney (Emily Meade) a entrar no jogo como observadora, para poder ajudar Syd a chegar ao top 3. Farta de ser constantemente referida como a mais tímida e contida do grupo, ela decide aderir ao jogo não como observadora, mas sim como jogadora com o intuito de mostrar que tem muito mais para dar e para se afirmar de alguma forma. Os observadores desde o começo que fazem de tudo para que ela forme uma espécie de casal com Ian (Dave Franco) que também é jogador e os desafios passam a ser feitos para os dois como se fossem uma espécie de dupla e isso parece funcionar na perfeição levando ambos ao top.
      Gostei bastante e acho que este filme se torna bem atual por tudo o que aborda e representa. Os perigos da internet e a forma como os adolescentes podem ser influenciados pelos colegas e amigos a embarcar em aventuras um tanto perigosas sem pensar muito bem nas consequências que também acabam por existir e, durante o filme também temos a representação real disso e gostei desse pormenor, porque optaram por tornar o filme ainda mais real por não nos mostrar apenas o lado bom daquilo tudo. Podiam ter optado por mostrar apenas o lado aliciante daquele jogo, mas acabaram por dar-nos um exemplo bem claro de algo que correu menos bem.
       O que menos gostei neste filme foi o facto da ação toda decorrer apenas no espaço de um dia e confesso que achei que era muita coisa para um dia só, achei que as coisas se tornavam mais convincentes se os desafios fossem divididos por dias, mas por outro lado achei que foi o facto de existir ação constante que me deixou tão pregada naquilo que estava a ver sempre à espera no momento seguinte.

    Acho que o filme funciona também como critica à nossa sociedade, a verdade é que as pessoas cada vez dependem mais da internet e optam por expôr toda a sua vida nas redes sociais e não pensam muito bem no que isso pode gerar um dia mais tarde, por isso aconselho muito este filme. Não digo que seja uma atitude geral exporem pormenores da vida pessoal nas redes sociais, mas o que é facto é que basta visitarmos alguns facebooks para constatarmos que isso realmente acontece mais do que seria desejável.
      E tenho a certeza de que vamos ter continuação, não sei é para quando, mas aquele final deixou-me com a certeza disso. Se entretanto for publicada a continuação em livro talvez opte por ler para ver o que mais há para acontecer com este jogo.
Classificação: 

Adaptação cinematográfica do livro:
Quem já viu o filme ou leu o livro?

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Parceria | Saída de emergência

Olá! Já faz uns dias que não passava aqui no blog e como tal hoje venho cá deixar uma novidade fresquinha e mais logo talvez ainda venha partilhar uma opinião cinematográfica, vamos lá ver.
Atualmente o blog conta com uma nova parceria de uma editora, a Saída de Emergência. Uma das editoras com mais destaque nas minhas estantes, a segunda salvo erro, o que só pode significar uma coisa: gosto bastante dos livros que eles geralmente lançam, por isso foi com grande alegria que reagi a esta nova parceria do blog.


Uma das coisas que mais gosto nesta editora é o facto de no site terem sempre imensos livros com desconto e da campanha leve 3, pague 2 que decorre ao longo do ano todo. Para mais pormenores sobre esta campanha basta irem à barra lateral ou visitarem o site aqui.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Opinião | Tudo, tudo..e nós - Nicola Yoon

Olá! Hoje trago-vos uma opinião de um dos meus livros favoritos deste ano, sem dúvida alguma. Este livro estava sempre a chamar por mim e quando não podia pegar nele, estava a pensar nele, por isso posso afirmar com toda a certeza que me conquistou completamente e de todas as formas possíveis.

Título: Tudo, tudo..e nós
Autora: Nicola Yoon
Editora: Editorial Presença
Edição/reimpressão: 2016
ISBN: 9789722358583
Páginas: 320
Sinopse: "Madeline Whittier observa o mundo pela janela. Tem uma doença rara que a impede de sair de casa. Apesar disso, Maddy leva uma vida tranquila na companhia da mãe e da sua enfermeira - até ao dia em que Olly, um rapaz vestido de preto, se muda para a casa ao lado e os seus olhares se cruzam pela primeira vez. De repente, torna-se impossível para Maddy voltar à velha rotina e ignorar o fascínio do exterior - mesmo que isso ponha a sua vida em risco. Nicola Yoon escreveu um livro comovente com uma mensagem para leitores de todas as idades."

Opinião: É difícil falar sobre este livro quando, uma semana depois de o ter terminado ainda estava sem encontrar as palavras certas para falar sobre ele, contudo de uma coisa eu tenho a certeza: adorei e foi tão bom ou melhor do que aquilo que eu esperava. Possivelmente melhor, muito melhor!
    Este livro conta-nos a história de Madeline, uma jovem de 18 anos, que sempre viveu em casa devido à sua doença que a impede de vir à rua. Imaginem só o que é uma rapariga desta idade nunca ter conhecido o mundo além das quatro paredes da sua casa? Parece-me algo difícil e não consigo sequer imaginar tal coisa. 
    A vida de Madeline está estudada e idealizada passo a passo pela mãe que faz os possíveis para manter sempre a mesma rotina na vida da filha. Todos os dias vai lá a casa uma enfermeira, Carla, para acompanhar Madeline na ausência da sua mãe, os serões da jovem são ocupados a jogar com a mãe ou a fazer sessões de cinema com esta, tem aulas à distância e tirando isto pouco mais acontece na vida da jovem. 
    Tudo isto muda, ou melhor dizendo começa a dar sinais de rutura, quando a casa ao lado é habitada por uma família um com alguns problemas que é constituída por dois filhos, Karen e Oliver, e os respetivos pais. E é no momento em que Maddy vê pela primeira vez Oliver e vice-versa que o seu mundo se vira de cabeça para o ar com aquele rapaz misterioso sempre vestido de preto. Começa a ter interesse na sua rotina e na vida que leva e depressa se apercebe que esta é mais complicada do que parece à primeira vista. 
     Não vou falar sobre a forma como começam a falar realmente um com o outro porque tudo isso faz parte da beleza de ler este livro. Descobrir através da leitura como o amor pode ser bonito e muitas vezes ir contra todas as probabilidades. 
    Estes dois jovens completam-se de uma forma tão bonita que torna-se impossível não nos sentir-mos solidários com este amor. Desde cedo começamos a torcer pelos dois e a desejar que fiquem juntos apesar de todas as pedras que aparecem nos seus caminhos, dificultando-lhes a tarefa de ficarem juntos.
     Apesar de muito jovens, depressa somos confrontados com a dura realidade que é a vida destes dois. Por um lado temos Madeline com a única realidade que conheceu e com um desejo enorme de viver além daquilo que conhece e Ollie com uma situação familiar um tanto complicada e delicada o que o obriga a tornar-se um adulto responsável sobre a sua família desde cedo.
     Ollie foi como um recomeço na vida de Maddy e vice-versa. Juntos perceberam que mais vale viver pouco mas de forma feliz e livre, do que viver por um longo período de tempo limitando-se a seguir rotinas.
     A escrita da autora é de facto muito simples e flúida, tornando-se acessível a um maior número de leitores, creio até que este livro se direcciona até mais a público mais jovem, mas depois de ver a mensagem que nos passa acho que pode e deve ser lido por qualquer pessoa. Os capítulos são curtos, mas fazem-nos querer sempre ler “só mais um” e depois ainda temos direito a umas ilustrações fofíssimas feitas pelo marido da autora e que nos mostram em determinados momentos como é que Madeline se sente ou o que pensa e, isso só tornou esta leitura ainda mais deliciosa, se é que isso é possível. 
    Com todos os ingredientes certos e mais alguns extras, Nicola Yoon soube exatamente como deixar o leitor passar por momentos muito disintos: alegria, nostalgia, raiva, empatia e tudo mais. 
      Quando iniciei esta leitura já tinha lido imensas opiniões que tinham dado conta do quão ingrato e inesperado era o final e bem, constatei isso mesmo. É daqueles murros no estômago que doem mesmo, não esperava aquilo. Se por um lado senti que a autora fez aquilo por ser a saída mais fácil da autora em busca do final que ela tinha idealizado desde o começo, por outro senti que acabou por fazer algum sentido dadas todas as circunstâncias. 
    Este é daqueles livros em que devemos revelar o mínimo possível e deixar que seja o leitor a descobrir por sua conta tudo o que esta história tem para lhe oferecer e é isso mesmo que quero fazer, limitar-me a falar apenas do essencial.
    Leiam, leiam porque vão adorar e certamente que não se vão arrepender. Vão apaixonar-se e provavelmente andar a pensar neste livro um bom par de dias, à semelhança do que aconteceu comigo.
"Já li muitos, muitos livros que falam do que é um desgosto amoroso. Nenhum deles o descreveu como sendo pequeno. Devastador e destruidor, sim. Pequeno, não.
Pág: 96"
Classificação: 

Playlist: 

Quem é que também já leu ou já o adicionou à sua wishlist?

sábado, 12 de novembro de 2016

Desafios Literários | Ler os nossos

Olá! O ano de 2016 está a passar à velocidade da luz e, ao contrário do que aconteceu ano anterior ainda não tive oportunidade de participar em grandes projetos literários, por isso venho falar-vos de um que decidi participar durante este mês de Novembro.
O projeto "Ler os nossos" vai decorrer no mês de Novembro e foi criado pela Cláudia do blog A mulher que ama livros. O objetivo deste projeto é ler pelo menos um livro de um autor nacional, sendo que não importa se ele é muito ou pouco conhecido, o importante é contribuir para a leitura de autores nacionais e divulgar os seus trabalhos. 
Confesso que para mim este foi o pretexto perfeito para ler alguns livros de autores nacionais que tenho na estante por ler e tentar pôr em dia um dos meus desafios para 2016: ler um autor nacional por mês, não me esqueci dele, só que quero ler tudo ao mesmo tempo e alguma coisa acaba por ficar para trás, neste caso têm sido os autores portugueses. E por isso mesmo este mês vou esforçar-me ao máximo para lhes dar prioridade.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Resultado | Passatempo "Corações na escuridão" de Laura Kaye

Olá! Uma vez terminado o passatempo que estava a decorrer aqui no blog em parceria com a editora Castor de papel e 4 estações editora, venho anunciar a vencedora.

No total o passatempo contou com 43 participantes, sendo que cada um podia ter até 3 entradas, por isso reunimos um total de 123 entradas válidas.
Vencedora: Regina Filipe

Parabéns à vencedora!
Aproveito também para deixar o meu agradecimento aos restantes participantes e já estou a pensar em novos passatempos aqui no blog, uma vez que o Natal também se aproxima, por isso fiquem de olho.