Opinião | Prazeres infames - Elizabeth Hoyt

Olá! Hoje trago uma opinião de um livro de uma autora que me tem vindo a conquistar, é apenas o segundo livro que leio dela e já me considero fã da sua escrita e das suas histórias.


Título: Prazeres infames
Autora:  Elizabeth Hoyt
Editora: Quinta Essência
Edição/reimpressão: 2017
ISBN: 9789897417016
Páginas: 360
Sinopse: "Lady Hero Batten, a bela irmã do duque de Wakefield, pode gabar-se de ter tudo. Até está noiva do cobiçado marquês de Mandeville. Ele pode ser um nadinha enfadonho, e não ter qualquer sentido de humor, mas isso não é nada que a incomode... até ao dia em que conhece o irmão dele.…
Griffin Remmington, Lorde Reading, está longe de ser perfeito. Leva um estilo de vida debochado e entrega-se a atividades pouco recomendáveis, mas é divertido, e o seu sentido de humor não tem par. No momento em que o conhece - numa posição deveras comprometedora, por sinal - Hero percebe que um homem detestável como ele não pode ter lugar na sua vida. Mas a constante batalha de vontades entre os dois não tarda a atear as chamas do desejo.
À medida que se aproxima o dia do casamento de Hero, é preciso colocar tudo na balança. Existirá de facto algum futuro para o casal mais inesperado do mundo?
Lealdade, perigo, e paixão... o segundo volume da série Maiden Lane é tão arrebatador quanto o primeiro."


Opinião: Este livro conta-nos a história de Hero, irmã do duque Wakefield, que está noiva do marquês de Mandeville que aos olhos da sociedade tem tudo para ser um bom partido: rico, com poder e cobiçado. Hero também tem essa opinião e considera-o um excelente partido que vai garantir-lhe uma boa vida e um bom estatuto na sociedade. Tudo muda quando Hero conhece, de forma bem peculiar e nada simpática, o irmão do seu futuro noivo, Griffin, Lorde Reading. Este é completamente o oposto do irmão, não pretende seguir as regras da sociedade e prefere viver a vida como lhe der na real gana, vivendo até um pouco à margem da lei, contudo é alguém com um grande sentido de humor e com um coração maior do que aquilo que ele leva a crer num primeiro contacto.
   Num primeiro momento, a relação entre Hero e o cunhado revela-se um pouco constrangedora e pouco amistosa devido à cena comprometedora em que ela o conheceu, porém as coisas vão mudando à medida que os dois vão contactando e convivendo um com o outro. Os dois acabam por revelar-se úteis um para o outro e Griffin começa a acompanhar Hero de cada vez que esta se desloca ao bairro de St. Gailes onde se situa o Lar de Crianças do qual ela é financiadora.
   À medida que os dois vão tendo mais contacto um com o outro Hero aperbece-se o quanto Griffin é diferente daquilo que ela pensava e que os outros pensam. Embora ele leve um estilo de vida duvidoso, ele não deixa de ser um homem bondoso, o mais fiel membro da família porque é ele que afinal mantém a família com aquele estilo de vida luxuoso independentemente dos sacríficios que ele tem que fazer. Não é só a forma como ela o vê que muda, a relação dos dois também vai melhorando e adquirindo contornos que não é suposto a relação de cunhada/cunhado ter, trazendo ao cima algumas revelações pouco simpáticas sobre Griffin e o seu passado, mas também sobre as atividades dele no presente.
   Os obstáculos na relação de Hero e Griffin são bastantes, a começar pela família dela que jamais aceitaria que ela trocasse um casamento seguro e benéfico tanto para ela como para a sua família. Já para não falar do quanto ela se sente obrigada a seguir tudo aquilo que a família tem planeado para ela, independentemente se isso significar que ela vai ser infeliz o resto da sua vida ou não.
   O que mais tenho gostado nos livros desta autora é a capacidade que ela tem de nos ir contando várias histórias ao mesmo tempo, nunca se limitando a focar-se apenas num casal, mas dando-nos sempre a conhecer mais detalhes sobre aqueles que os rodeiam. Neste caso, ela surpreendeu-me bastante com uma parte do passado do irmão de Griffin e na sua incapacidade de ser verdadeiramente um duque decente e um homem com capacidade suficiente de fazer aquilo que deseja há tanto tempo, ao contrário do que acontece com o seu irmão.
    A escrita da autora é um dos pontos que faz com que a leitura dos seus livros se faça de forma tão fluída e descontraída sem que se dê pela páginas a passar porque estamos sempre ansiosos pela cena seguinte e fica quase impossível parar com a leitura, pelo menos foi assim que me senti na leitura de ambos os livros desta série.
   Este livro foi tão bom quanto o primeiro e pretendo continuar a ler esta série que me faz sempre soltar umas gargalhas durante a leitura.

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1 comentário:

  1. Apesar de não ser um tipo de leitura muito habitual para os meus lados gostei da tua opinião e quase me convenceste a ler :) Mas primeiro tenho que ler o anterior.
    E adoro a música da playlist :)
    Beijinhos e boas leituras

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